Sobre o último dia dos namorados solteiros

13 de Junho, 2014
Querido Militar,

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dia 12 de Junho foi mais um daqueles dias em que não passamos juntos e foi também dia dos namorados, o 3º consecutivo em que não tive o prazer da sua companhia. Se eu fico triste? Sim, afinal, todo dia longe de você descompassa um pouco meu coração. Mas saber que ano que vem comemoraremos juntos e casados, acalenta meu coração de um jeito inimaginável. Ainda não caiu a ficha que estamos virando "1" e que brevemente terei você em casa todos os dias, que dormiremos juntos sob a mesma cama e que acordaremos lado a lado. É tudo tão emocionante! Peço a Deus que esse brilho jamais cesse.
Bom, no dia 12 (ontem) a gente bem que tentou ficar junto, mas eu não consegui pegar ônibus por causa do jogo de futebol. Fiquei bem tristinha, mas dormi com o coração ansioso por saber que o veria hoje. Acordei bem cedo e fui correndo ao seu encontro! Foi maravilhoso te encontrar e sentir você perto outra vez...talvez as pessoas não entendam o que acontece no reencontro, talvez por nunca terem passado por essa situação ou por não valorizarem os dias que se passam sem a presença de quem amamos. O reencontro -aqui dentro-, é capaz de me encher de um milhão de sorrisos tímidos e olhares ansiosos...é como se a gente nunca tivesse se visto, mas já se conhecesse com uma profundidade enorme. E aí, quando eu olho pra você, eu respiro aliviada, finalmente estou nos braços de quem eu nasci para estar.
Aí andamos mais um pouquinho e pegamos o ônibus. Coisa besta, né? Mas até andar de ônibus ,com você, é legal. E lá vamos nós andar mais um pouquinho. Ninguém merece chegar no shopping antes das 11h e descobrir que hoje é feriado na nossa cidade e ele só abre meio-dia, né? Mas, do seu lado, tudo certo!
Eu amei muito fazer compras com você, escolher roupas pra você(Você quer ajuda pra escolher, amor? -Não, eu prefiro que você escolha mesmo  - que folga ein, vag) e almoçar com você!!! Eu lembro quando a gente ainda comia no mcdonald's, daí a gente foi crescendo e trocando o fastfood por comida de verdade, much better, né? E sem filas gigantescas! haha  Mas é claro que a gente se permite comer essas comidas brabas também, só que hoje não!
Foi muito muito divertido ver eletrodomésticos e móveis contigo! Mesmo que a gente não tenha levado nada hehe Só fizemos abrir todas as geladeiras e armários :x

Enfrentar filas pra comprar ingresso é sempre uma coisa enfadonha, especialmente quando tem uma centena de adolescentes na sua frente (Não me levem a mal, faz pouco tempo que eu tinha 15 anos, só 5 anos, mas me parece que há um abismo entre essas duas idades, especialmente do meu ponto de vista. Se você tem essa idade, é bem possível que você saiba do que estou dizendo aos 20)...Bateu um desespero,  "Tomara que esse povo não grite a cada cena" - acho que não adiantou muito, né?
Mas, vou te dizer, apesar da gritaria do pessoal, foi incrível assistir ao melhor filme da minha vida ao teu lado. Eu sei que eu chorei um bocado, chorei como nunca havia feito num filme...mas, você também não poupou as lágrimas e, quer saber? Eu achei muito corajoso da sua parte se permitir chorar assim.  Te achei ainda mais lindo e maravilhoso. Ah! Obrigada por secar (ou pelo menos tentar) as minhas lágrimas teimosas. Bastava secar 1 e brotavam 2.. E eu achei muito gentil de sua parte me segurar bem apertado o filme inteiro. Você sabia que eu ia precisar de um ombro pra chorar...

Enquanto o filme ia passando, eu só pude agradecer a Deus pelo nosso infinito <3 E pedi a Ele que ele continuasse a crescer e que nunca nunca nunca acabasse. Pode parecer meio bobo, mas, ver "A Culpa é das Estrelas" contigo foi muito especial. Quando eu o li, no comecinho do ano passado, você estava no começo da quarentena, meu coração estava doendo bastante longe de você, e eu fui levando. O livro, naquela época, tocou meu coração, porém a distância entre nós e a minha preocupação acabaram me distanciado do enredo. Mas poder assistir a história daquele livro azul -que li no comecinho de tudo- com você foi a concretização de mais uma etapa na nossa vida. Percebi quanto tempo passou desde aquele dia que eu imaginei jamais passar. Naquele tempo, 1 dia era como 1 mês. Mas hoje eu vi que o tempo passa, mesmo devagar, mesmo quando dói. Mas passa.
Sobre o filme, eu poderia dizer mil coisas...Mas sinto que cada pessoa merece vê-lo com seus próprios olhos para conhecer o pequeno infinito de Hazel e Gus.
Depois de sair do cinema com os olhos e nariz vermelhinhos, ah! E a voz rouca também hehe (você ainda teve coragem de dizer que tava linda)...voltar pra casa foi difícil e você disse algo sobre querer ter um carro pra facilitar as coisas pra nós. Um dia teremos um, mas eu me contento em tomar longas caminhadas contigo, ficar 1h esperando o ônibus e voltar em pé pra casa. É tudo válido quando se tem alguém que valha a pena caminhar ao lado!

Hoje, 6 "dia dos namorados" depois...eu posso dizer o quanto eu amo você, o quanto eu amo a nossa longa jornada e a nossa árdua história, amo cada pedacinho dela. Não a troco por nenhuma outra história, mesmo que seja uma história sem todas as nossas vírgulas...eu não quero. Mil vezes a nossa bagagem! Só nós (e Deus) sabemos o quanto foi difícil chegar até aqui, muitas coisas tentaram nos fazer desistir, mas a cada ano que passa, nosso amor só faz crescer. No dia dos namorados, eu agradeço especialmente por você ser meu amigo, meu melhor amigo. <3
Te amo, meu bem! 

Incandescente

Enquanto nossos corações batem a alguns muitos quilômetros de distância, eu descanso com nosso último reencontro no peito. Os abraços apertados, os beijos apressados...são com essas lembranças que eu dormirei esta noite. Tudo lá fora está escuro, mas eu fecho meus olhos e teu olhar me incendeia num sonho e, assim, eu durmo bem. 

Para ouvir:



Nos vemos em breve. 
   Sua para sempre, B.

Vagem x Jimmy


Há cerca de 1 ano e 6 meses, meu noivo ingressou na aeronáutica. A troca de civil para militar não foi a única mudança que ocorreu, tampouco a mais notável. A maior das mudanças foi de dentro pra fora, uma construção de valores, reforço de caráter e amadurecimento que, ouso dizer, só a Escola de Especialistas de Aeronáutica poderia proporcioná-lo.
Quem era o Vagner antes da EEAR?
Palhaço, brincalhão, estudioso, viciado em World of Warcraft, louco por partidas de tênis, um adolescente de 18-19 anos. Esse Vagner já tinha espaço no meu coração, mesmo quando me trocava por um "Amor, eu vou lá no Centro Esporte com o Pato" ou "Amor, calma aí que eu tô jogando com o André" ou ainda "Amor, essa semana não vou poder ir, vou ficar estudando".
Mas o Vagner depois da EEAR tomou o meu coração inteirinho...
Eu morria de medo de quem ele seria depois de militar. Grosso? Insensível? Será que ele ainda pensaria em nós dois? Será? Será? Minha mente ficou repleta de medos e pensamentos que, ao vê-lo retornar, se desfizeram. O Vagner que voltou era diferente do que foi, possuía a mesma essência, mas havia sido lapidado. Se antes ele me abraçava muito, hoje ele me abraça um milhão de vezes mais. Eu o vi saindo de uma fase e entrando na outra e gostei da mudança.
O Vagner militar é diferente porque ele se interessa muito mais com o que eu penso, é muito mais focado, mais decidido. É perfeitamente um Homem (é, com H maiúsculo). Me compreende melhor, conversa comigo quando eu preciso, me aconselha também. Se o Vagner de antes já era meu melhor amigo, hoje ele é meu irmão.
O novo Vagner é mais sábio e já não é mais tão ingênuo. Me admira muito a forma com que pensa  e toma decisões. Me encanta vê-lo se posicionando e tomando as rédeas sem que eu precise entrar em jogo. O Vagner de hoje não precisa mais de mim, mas escolhe, ainda assim, estar comigo. Escolhe ouvir o que eu tenho a dizer, se importa com a minha opinião e valoriza as coisas pequenas.
Esse Vagner pode não ser muito legal com os outros agora, afinal, só quem já tomou uma bronca dele sabe. Eu, particularmente, nunca tomei...e espero que isso nunca aconteça, porque é de fazer chorar. Mas eu fico feliz que tenha pulso firme, às vezes precisamos ser assim. O Vagner, Jimmy para os alunos especialistas, sabe valorizar e enxergar melhor as pessoas ao seu redor e a intenção que elas tem.
O novo Vagner tropeça bem menos no meu pé ou no próprio pé, isso me mostrou que ele presta mais atenção por onde vai. É claro que, ele sempre derruba alguma coisa uma hora ou outra, mas algumas mudanças demoram mais. Como o vício pelos joguinhos online, acho que vai demorar um pouco até que as solicitações de Dragon City sumam das minhas notificações.
Mas as mudanças, às vezes, são boas...e o novo Vagner entendeu isso. Adeus comodismo, né? Agora se esforça bem mais para mudar e sair da zona de conforto. E até me ajuda a arrumar a casa! Isso me deixa muito feliz.
O antigo Vagner sempre esteve em minhas orações, mas foi quando ele mudou que Deus começou a pôr em prática tudo o que Ele tinha pra nós. E, de certa forma, o novo Vagner trouxe uma nova Brenda. Essa é a parte boa de crescer junto...quando um muda o outro muda também. O novo Vagner abriu mão de ser "Vagner e Brenda" pra ser "Nós".
O antigo Vagner era o meu namorado, mas o novo é o meu futuro marido, o homem que eu pedi a Deus. E se o antigo Vagner já me enchia de orgulho, o novo me realiza por completo.


"Welcome back"

É, eu fiquei com saudades de escrever aqui. Foram várias postagens e não consegui me desfazer do blog, então, cá estou eu. 

Summer Memories and Fall Beginnings – Kendall Jenner Tô escrevendo por escrever mesmo, pra fazer o que eu mais gosto de fazer: daqui a uns anos, olhar tudo de novo e ver onde eu cresci, onde eu continuo a mesma coisa, onde eu piorei. Blogar pra mim é quase como uma autoanálise. Diário também serve, mas confesso que é mais prático digitar. 
Esse é meu último ano de solteira, achei justo escrever para lembrar dessa fase mais tarde. Dei uma mudança no blog, acho que ficou legal rs ;) Mas o menu aí no topo não está funcionando ainda. Tô tentando dar um jeito, paciência (pra mim, pq eu fico muito brava quando meus códigos não funcionam :P). 
O meu outro blog é esse aqui: http://queridomilitar.blogspot.com 
Lá eu falo sobre minha vida não muito fácil, lá é o lado B da Brenda. O lado mais romântico, mais poético...O lado que só o meu amor conhece (e quem lê). É assim devido a temática do blog (saudade, despedidas, reencontros, casamento, relacionamento militar), por isso achei bacana manter esse em paralelo, pra que eu possa falar sobre as outras coisas também.

É isso! Está aberto o Brenda in Wonderland.

Agora com 20. E ainda no Rio de Janeiro.

sonhando com as mobílias

Perco as horas imaginando nossa futura casa. Penso em como será nossos primeiros dias nela... Com certeza estaremos muito enrolados com as mudanças hehe Mas vai ser uma época muito boa, tenho certeza! Sempre sonhei em decorar tudinho do jeito que eu sempre quis e sei que não sou a única.
É tão legal ver as mobílias em lojas de decoração, mas é chato não poder comprar nada ainda, afinal, não temos um lugar definido, transferências só nos 45 do segundo tempo! Mas enquanto isso eu vou planejando tudo (Descobri que sou boa nisso!)...Que mal tem, né?
Continuo te esperando...

Crônica sobre a despedida 2: Missão de paz!


Emoção na despedida dos militares Ele havia sido convocado. Dentre tantos, logo ele. Isso não seria problema 3 anos atrás, mas agora havia algo. Havia um motivo. Uma razão para ficar.
Talvez ele pudesse ficar, mas ele precisava ir. Precisava cumprir a missão.
  Ele olhou triste para o chão e disse para si mesmo: -Apenas 6 meses...Isso deve passar rápido.
E ele realmente esperava que algum milagre fizesse esses 6 meses passarem como 6 dias.
Ele se recompôs e colocou sua farda. Calça, blusa e abrigo camuflado. Colocou a cobertura azul em sua cabeça e foi em direção ao restaurante onde planejou almoçar antes de deixar o Brasil.
  Chegando lá, ele encontrou o motivo para tanta tristeza em ir embora. Ela sorriu pra ele, com os olhos tristes, com certeza havia chorado antes de chegar ali. Ele segurou sua mão e a colocou em volta dele, encostou a cabeça dela em seu peito e deixou o tempo passar.
  Ela era tudo, não havia melhor ou mais bonita. Ela era a única. Doía para ele, tanto quanto doía para ela. Mas eles se reencontrariam em breve.
Eles almoçaram juntos e ela foi forte o bastante! Dentro dela, uma voz gritava "Diga a ele que não vá!", mas ela não ousou dizer tais palavras. Sabia que já era difícil demais sem elas.
  Ela o levou até a base e o abraçou o mais forte que pôde (infelizmente não parecia forte o bastante para ela). Ele a beijou e prometeu voltar. Ela não pudia mais resistir, deixou 2 lágrimas caírem. Ele precisou fitar o céu e respirar fundo, estava prestes a chorar e isso tornaria tudo muito mais difícil. Depois olhou nos olhos dela de volta, estendeu suas mãos e limpou as lágrimas teimosas. Ele a abraçou pela última vez antes de pegar o avião, cochichou palavras doces em seu ouvido e fez promessas. Ela entregou à ele uma carta. Ele beijou os lábios dela com avidez e seguiu com os outros militares. De longe ele acenou e, então, partiu.
  Ela chorou durante toda a viagem de volta. O coração dele se despedaçou na ida.
Ele puxou do bolso a carta que ela havia escrito, ele precisava encontrar conforto. Enquanto ele lia, ia lembrando do quanto ele sentiria saudades dela. De cada coisa que ela fazia. Seriam 6 meses difíceis, mas eles iriam se reencontrar. Ele tinha alguns medos dentro dele, mas a certeza do reencontro trazia a calmaria de volta.


Brenda Andrade

Eu, ansiosa, como sempre.

Eu vejo os dias passando, alguns de forma lenta, outros bem rápido, mas estão passando. Quando o meu noivo foi pra outro estado, achei que fosse demorar uma eternidade, mas não é que tem passado? Fico feliz ao ver essa etapa indo embora e dando início à outra. Estou cheia de widgets de contagem regressiva na tela do celular, culpo quem? A ansiedade! Haha, bendita que se manifesta na espera, na vontade, na saudade. Mas estou confiante. Mal vejo a hora de pôr me vestido branco e ir ao encontro do mais lindo militar que o mundo já viu. Depois viajar com ele na nossa lua de mel e, por fim, arrumarmos nossa casa e vivermos lá até a próxima transferência...
Hoje me peguei pensando nessa tal de transferência, como seria minha reação e coisas do tipo. No grupo onde reúno as namoradas de militares da EEAr, já vivenciei um pouco disso...e elas costumam chorar um bocado antes, um bocado durante, um bocado depois. Será que eu também vou chorar? Ou será que vou ficar firme sabendo que, onde quer que ele vá, eu irei também e juntos seremos muito felizes? É difícil me imaginar longe daqui, do RJ, da minha família, do meu convívio, porém estou disposta a abrir mão do que é comum e agradável para mim. Quero o desconhecido ao lado de quem Deus me deu. Será uma honra desbravar este Brasil. E que Deus nos ajude.