casamento,

Quando vocês vão ter filhos?

16:33 Brenda 4 Comments


Há aproximadamente 6 meses (quando me casei), já havia a pressão sobre filhos. Em conversas corriqueiras e apressadas, havia sempre alguém disposto a perguntar "E os filhos?". Eu sempre busquei ser transparente sobre isso, mesmo que fosse um assunto só meu e do meu -na época- noivo. Logo depois mudava de assunto, pois ao descobrirem que se tratava de um projeto muito muito distante, disparavam um "Nossa" seguido de comentários que não faziam de mim a pessoa mais alegre ao ouvir.
Não me lembro de sonhar com a maternidade em nenhum momento da minha vida. Lembro-me de sonhar com viagens ao redor do mundo, com um amor pra toda vida, com uma carreira bacana, mas não me recordo de passar minutos à fio sonhando em ser mãe.
Não acho minha família menos completa porque ainda não nos sentimos preparados. Conheço muitos casais felizes e que também não tem filhos.
É como se o casal fosse formado apenas para gerar filhos, como se o sexo fosse apenas para reprodução (se assim fosse...), como se o "Sim" no altar fosse "Sim, eu aceito ter filhos com você para agradar os outros"...
Ser mãe/ser pai é uma decisão tão importante quanto o casamento. Alguns dizem "sim", outros dizem "não", outros (assim como nós) dizem "sim, mas agora não".
Antes de ser mãe, quero me descobrir como esposa e mulher que sou. Quero desvendar todos os meus mistérios e ser uma mãe completa (mas não pronta, afinal, quem está pronta pra maternidade até que ela chegue?).
Depois que casei, a pressão continuou. É como se a nossa vida virasse um emocionante reality show em que todos opinam sobre quando tal coisa deve ou não acontecer, e se sentem chateados quando não acontece aquilo que queriam que acontecesse.
Quando me perguntam mais uma vez sobre isso, sinto-me invadida. O marido olha como quem diz "sinto muito por te perguntarem isso mais uma vez" e, gentilmente, corta o assunto e eu agradeço a Deus por ter alguém que entenda bem o que é esperar o tempo certo.
Um dia, se Deus permitir, teremos filhos. Mas, por favor, deixa que a gente resolve isso, tá? A pressão não adianta nosso projeto.

Casei sim, mas não para ser mãe. Casei para ser esposa e se, futuramente, isso implicar em ser mãe, então eu serei, com toda a felicidade do mundo. Mas, agora, não.

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Diário,

Estreia do Vlog!

10:12 Brenda 0 Comments



Imagem de youtube, iphone, and funnyEi, pessoal! Cheguei com novidades pra vocês. Faz um tempo que eu tenho vontade de criar um vlog pro canal, mas eu sempre fazia uns vídeos e achava horrível. Nunca tinha coragem, mas conversei com o Pam do Odonto Beauty  e ela me encorajou (Obrigada, Pam!).
Neste primeiro vlog eu respondo a tag TMI - Too much information, dá uma olhada:

Ah! Eu farei novos vídeos com a tag "Dúvida da Leitora", tenho 2 perguntas pra responder e logo vou colocar o vídeo aqui!

Nos vemos em breve!



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casamento,

E a casa finalmente saiu!

13:59 Brenda 2 Comments

"Nem só de flores vive o casamento" disse alguém, "Tem também muitos espinhos". O que eu não sabia é que os espinhos seriam as noites longe. Quando a gente tá noiva, nem se preocupa muito com as obrigações da carreira militar, passa sim pela nossa cabeça, mas não sabemos muito bem como lidar. É tudo expectativa até que se torne em realidade. E aí foi assim: Meu amor pegou férias pra nos mudarmos, ok. Mas não deu muito certo. Fomos na reunião de distribuição de casas aqui e não pegamos. Voltamos frustrados...e lá se vão mais alguns dias infindáveis no hotel de trânsito (que era um alojamento, na verdade). Era difícil demais ficar por lá...a gente não via nada, parecia que estávamos de quarentena. Pense num casal recém-casado nesse perrengue! As costas doiam porque a gente dormia no chão e, vez ou outra, eu acordava o vagner pra matar um bicho estranho que aparecia. Lembro até hoje da vez que eu tava tomando banho e um grilo preto posou no meu cabelo, daí gritei o nome do amor e quase o matei de susto, né? kkk E procura o bicho no meu cabelo, mas o bicho fugiu "Não tem nada não, amor...Deve ter sido impressão". É só o amor sair que o bicho reaparece. Ô sofrimento, viu?!
Mas umas 2 ou 3 semanas depois, Deus abençoou, e nós conseguimos a casa da vila. Ufa! Acabaram-se os dias de reclusão. Quando chegamos aqui, no início de fevereiro, ainda estávamos sem luz. Como a base fica bem afastada da Vila, optamos por dormir aqui assim que a cama chegasse. Saíamos da base às 5:50 e pegávamos o ônibus que levava o pessoal de lá pra cá. Sem luz ficava difícil fazer alguma coisa, especialmente porque chegávamos muito cedo, então ainda estava escuro, daí a gente forrava o chão e dormia até a casa estar bem clara. A bendita da luz só foi ligada 1 semana depois...
Inventamos de pintar o chão da cozinha (que era um marrom bem queimado), então olhei uns vídeos na internet e pedi ajuda ao meu irmão que já trabalhou com isso. Pintamos a cozinha com époxi (mas vamos dar um jeito de reformá-la outra vez pq se tem algo ruim de limpar é a tinta époxi...na cozinha gruda sujeira demais!) e o banheiro do quarto. Inventamos também de pintar o armário embutido de madeira...usamos tinta PU (automotiva) branca e o resultado ficou incrível! Vaguinho montou os painéis a mão (pq a gente não sabia do bizu da furadeira, mas tudo bem!). Foi muito cansativo, mas gratificante! Sonhamos tanto com o dia de poder chegar na nossa própria casa, tudo do jeito que a gente sempre quis e tudo mais...nem acreditamos que é real, mas é.
Depois meus pais vieram aqui pra matarem a saudade e nos ajudaram com algumas coisas que faltavam também(botar as cortinas, persianas...).
Ainda não tá 100% concluído, mas devagar e sempre!
Mas, voltando ao assunto do início do post, é o seguinte: Aproveitamos o finalzinho das férias pra fazer tudo isso. Assim que meus pais foram embora, Vaguinho já voltou a trabalhar e eis que surgem os serviços!
Bom, funciona assim. Se eu, Brenda, não tô de férias, tiro quantidade X de serviços por mês como todo mundo que está trabalhando. Se eu tiro férias, eu não faço esses serviços enquanto estou em casa, MAS, quando eu volto a trabalhar, eu tenho que tirar todos os serviços que o resto do pessoal já tirou para me igualar. Nessa brincadeirinha aí, o amor pegou 3 serviços em 1 semana. Fiquei apreensiva pra primeira noite sozinha!
A casa aqui tem big janelas e não tem muro, coisas que eu gosto muito porque eu consigo ver a cidade inteira da janela, fora a própria vila que é cheia de grama, árvores, muito bonita. Mas, de noite... Aí o bicho pega! Acho que foi o dia que eu mais gastei energia...luz do quarto acesa, luz do painel acesa, ar ligado, tv ligada. Quase 21 anos na cara e com medo assim. Bom, entre trancos e barrancos, eu dormi (e acordei,e dormi, e acordei...).
Nos outros 2 serviços uma amiga dormiu aqui. Ufa! Ahauhaua É, gente, tá fácil pra ninguém. Dia 18 tem mais serviço e eu espero, sinceramente, que eu largue de ser uma frouxa.

No aguardo do amor chegar pra matar a saudade  <3

A gente se vê em breve.

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Dúvida da leitora,

Dúvida da leitora: E depois da transferência?

20:52 Brenda 1 Comments

Terminada a difícil fase de encontros e despedidas, chega a transferência e a gente se enche de dúvidas. Pra começar, trouxe o e-mail de 2 leitoras pra ajudar com esse assunto. 


Oi flor, tudo bem? Bom, eu vi que você casou a um tempo(e pelo q eu vi parece que foi lindo.Assim, eu estou aqui pra me abrir e conversar com você porque sei que assim que voce casou você teve que acompanhar seu esposo e se mudar.O meu noivo vai se formar cabo ano que vem, e é o ano que queremos nos casar. Ele pretende se voluntariar para ser transferido porque quanto mais cedo melhor. Eu quero muito acompanhar ele, só que as vezes fico com medo pois vai ser um lugar onde não terei ninguém comigo. Você que passa por isso poderia me dar alguns conselhos ?
Enviado pela Emanuele M.
Oi Brenda, bom dia! Acredito que muitas meninas devem te perguntar várias como sobre ser namorada de militar. Você terminou essa jornada de eear e eu começo agora. A minha dúvida é sobre o casamento. Noivamos assim que ele foi pra Guará e tenho vontade de começar a organizar as coisas do casamento pra fazer assim como vc, casar 1 semana dps q ele se formar. Mas pra isso eu tenho duvidas sobre a casa. Vcs compraram? Pq fico na duvida de comprar aqui no Rio e ele ser transferido (Eu gostaria q ele fosse transferido para o Sul rs). Vc comprou os móveis? Como foi esse processo? Parabéns pelo casório, foi lindo! Um beijo
Enviado pela Débora F. 


UntitledQuando fui pedida em casamento, no dia 20 de Janeiro de 2013, não havia o pensamento dele ser transferido para outro estado, era tudo muito novo ainda pra nós. Não sabíamos bem como funcionava, mas queríamos ficar no Rio de Janeiro. Esse desejo de continuar na nossa cidade natal foi sumindo enquanto víamos a violência crescendo, os engarrafamentos virando parte da rotina e a corrupção e impunidade crescendo sem limites. Qualidade de vida pesou muito na nossa escolha, então o Rio foi descartado sem dó nem piedade. Tínhamos algumas garantias aqui no Rio, uma casa e também nossa família, mas às vezes precisamos alçar alguns voos que não nos permitem ficar tão perto quanto gostaríamos. Mas não nos arrependemos! É maravilhoso saber que, mesmo longe de todo mundo, Deus nos sustenta. Foi incrivelmente difícil preparar um casamento e não saber absolutamente nada sobre o porvir. Não podia comprar nada antes de casar, porque o frete não compensaria caso fossêmos pra muito longe (o que acabou acontecendo mesmo). Viemos para um lugar completamente desconhecido e tem sido uma grande aventura. Chegamos aqui e já corremos pras lojas pra comprarmos nossas coisas, foi incrível! Tudo melhor do que havíamos sonhado, mas ainda está tudo na loja, aguardando endereço para entrega. Espero poder dar este endereço pra eles em breve!
A saudade dos familiares certamente pesa bastante, mas um dia de cada vez e a gente chega lá. É preciso muita compreensão, carinho, sabedoria, paciência e, é claro, amor. Quando estamos longe, tudo o que temos é um ao outro. Há uma doação enorme e o companheirismo transborda. As dificuldades são diminuídas com muita risada e perseverança! Nada é fácil, e nós sabemos que cada passo adiante deixa um caminho pra trás. No Rio deixei muitas coisas, muitos sonhos, mas aqui, em Anápolis, eu estou recomeçando! Nada tenho além de muita audácia e vontade de crescer. As barreiras podem ser nossas aliadas quando temos força de vontade... Longe ou perto de casa, devemos ter uma enorme certeza: Lar é onde está o coração.




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Dúvida da leitora

Dúvida da leitora: Como sobreviver a quarentena?

09:43 Brenda 2 Comments

Room inspirationOi oi! Cá estou eu pra inventar mais categoria nesse blog :P
Eu tenho recebido alguns comentários com dúvidas sobre a vida na EEAr, o relacionamento à distância e coisas assim. Como o layout do blog não permite que eu responda aos comentários, resolvi expor as dúvidas aqui e respondê-las também! Depois eu pretendo mudar o layout (ainda não fiz isso por falta de tempo), mas vou manter a categoria. Então, bora lá dar o pontapé inicial?

A dúvida de hoje é da minha xará Brenda:

Olá Brenda, me chamo Brenda também kkkk e fazem 4 dias que meu namorado foi pra EEAr,
é muito difícil a saudade, porém o que mais está me matando é que ele está pensando em
desistir por causa da rotina e da quarentena, você teria algum conselho pra me dar e eu ajuda-lo?
Seu blog é muito legal (:  em Despedidas e Reencontros


Voltando lá pra 2013, me lembro perfeitamente do início da Quarentena do meu marido. Eu só fazia chorar pelos cantos (tudo bem escondido, pra ele não descobrir!). Recebi a primeira ligação dele na madrugada do dia 21 (ele entrou lá dia 20), corri pra atender e segurei o choro! A voz dele estava embargada e ele hesitou bastante quando eu perguntei se ele estava bem. Por fim, ele me disse que estava tudo bem e que só havia tido tempo pra ligar naquela hora, mas que já precisava desligar porque estava ligando escondido e tinha medo de alguém o ver. Assim que ele desligou, eu chorei tudo o que tinha pra chorar. Além da minha saudade parecer que ia me engolir uma hora ou outra, ainda havia a certeza de que ele não estava bem!
Acho que o instinto da gente é querer dizer "Volte pra casa", mas é a hora de ser racional. Entrar na EEAr não é tarefa fácil, sobreviver lá dentro é ainda mais difícil, mas o resultado final é recompensador.
O conselho que dou é: Mostre à ele os prós da carreira (estabilidade, poder conhecer o Brasil inteiro, formação de caráter,...), os motivos que o levaram até lá e os obstáculos que ele teve de ultrapassar.
A Quarentena é o período de adaptação, é a hora de sair o civil e entrar o militar. Exige disciplina, amor e coragem, adjetivos que compõem a conduta do Especialista.
Quando conversamos entre amigos, normalmente escuto a seguinte frase "Se eu não tivesse pedido ela em casamento, eu teria desistido". Um dos motivos dele foi o casamento! Ele me pediu em casamento no dia em que entrou na EEAr, e queria se casar comigo logo depois da formatura. Para tanto, ele precisava sobreviver à quarentena e às séries subsequentes.
Somos as maiores motivadoras deles lá dentro, mas é necessário, também, que eles se automotivem.
Dê todo o apoio que ele precisa, encoraje-o. A quarentena acaba, mas a frustração por ter desistido não.
Tô torcendo pra que dê tudo certo pra vocês! Fiquem firmes!

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo. (Mark Twain)

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Diário

Minha primeira gafe no quartel...

21:14 Brenda 3 Comments

Amazing and one of a kind wedding gift.  Also perfect for deployed military families.  Love this song.  11x14 "Loving Wings" lyrics by Dave Matthews.  Hand stamped lyrics over Vintage National Geo map pieces from all over the world. Created by Houseof3,No dia 31 de dezembro, decidi que usaria branco! Não é um costume meu usar branco na noite de reveillon. No entanto, pra tudo se tem uma primeira vez...escolhi este dia para ser a minha.
Na última vez que jantei no rancho dos oficiais, usei uma calça jeans preta, uma bata branca, um cardigan cinza e uma rasteirinha. E o cabelo, bom, quero dizer, ruim!  Deixei do jeito que tava mesmo...
Pra minha surpresa, era um jantar caprichado. Quando vi outra mulher lá, quase cai pra trás: salto, bolsa de mão, dourado... Olhei para mim mesma e tentei ser ofuscada por qualquer coisa! Nem precisei tentar muito, a mulher fez este papel muito bem.
Passado o trauma de usar roupa de ir na padaria pra jantar, resolvi melhorar pra véspera de ano novo...Bad idea! Peguei uma saia longa branca, uma bata da mesma cor (a mesma que usei no natal, inclusive), um cinto e pulseira dourados e, de quebra, um salto! Ah! Isso sem falar da bolsa carteira... ó céus!
O cabelo tava caprichado, a maquiagem então...
Mandei uma mensagem desesperada pra vizinha de alojamento: "Sou a única maluca a usar branco?"
Ela me respondeu que também usaria, ufa! Pelo menos eu não estaria sozinha nessa.
Até ai, tudo bem... Só que eu era a única TODA de branco (tirando a enfermeira que também se juntou à nós no jantar). Virei quase um alvo no meio de tantas fardas camufladas... parecia que eu estava acendendo igual as luzes de natal. Bad idea, B.
Até chegar lá, implorei mil vezes ao meu marido para que ele deixasse eu jogar minha bolsa num arbusto qualquer, depois eu pegaria de volta. Pedido recusado sob a prerrogativa de que eu tava doida. Capaz mesmo...
Dica no. 1: Enquanto no quartel, não use JAMAIS branco (a não ser que você seja da área médica ou algo assim)...mico na certa!

Nos vemos em breve!

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