amor militar,

Crônica sobre a despedida 2: Missão de paz!

03:17 Brenda 1 Comments


Emoção na despedida dos militares Ele havia sido convocado. Dentre tantos, logo ele. Isso não seria problema 3 anos atrás, mas agora havia algo. Havia um motivo. Uma razão para ficar.
Talvez ele pudesse ficar, mas ele precisava ir. Precisava cumprir a missão.
  Ele olhou triste para o chão e disse para si mesmo: -Apenas 6 meses...Isso deve passar rápido.
E ele realmente esperava que algum milagre fizesse esses 6 meses passarem como 6 dias.
Ele se recompôs e colocou sua farda. Calça, blusa e abrigo camuflado. Colocou a cobertura azul em sua cabeça e foi em direção ao restaurante onde planejou almoçar antes de deixar o Brasil.
  Chegando lá, ele encontrou o motivo para tanta tristeza em ir embora. Ela sorriu pra ele, com os olhos tristes, com certeza havia chorado antes de chegar ali. Ele segurou sua mão e a colocou em volta dele, encostou a cabeça dela em seu peito e deixou o tempo passar.
  Ela era tudo, não havia melhor ou mais bonita. Ela era a única. Doía para ele, tanto quanto doía para ela. Mas eles se reencontrariam em breve.
Eles almoçaram juntos e ela foi forte o bastante! Dentro dela, uma voz gritava "Diga a ele que não vá!", mas ela não ousou dizer tais palavras. Sabia que já era difícil demais sem elas.
  Ela o levou até a base e o abraçou o mais forte que pôde (infelizmente não parecia forte o bastante para ela). Ele a beijou e prometeu voltar. Ela não pudia mais resistir, deixou 2 lágrimas caírem. Ele precisou fitar o céu e respirar fundo, estava prestes a chorar e isso tornaria tudo muito mais difícil. Depois olhou nos olhos dela de volta, estendeu suas mãos e limpou as lágrimas teimosas. Ele a abraçou pela última vez antes de pegar o avião, cochichou palavras doces em seu ouvido e fez promessas. Ela entregou à ele uma carta. Ele beijou os lábios dela com avidez e seguiu com os outros militares. De longe ele acenou e, então, partiu.
  Ela chorou durante toda a viagem de volta. O coração dele se despedaçou na ida.
Ele puxou do bolso a carta que ela havia escrito, ele precisava encontrar conforto. Enquanto ele lia, ia lembrando do quanto ele sentiria saudades dela. De cada coisa que ela fazia. Seriam 6 meses difíceis, mas eles iriam se reencontrar. Ele tinha alguns medos dentro dele, mas a certeza do reencontro trazia a calmaria de volta.


Brenda Andrade

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amor militar,

Eu, ansiosa, como sempre.

16:32 Brenda 0 Comments

Eu vejo os dias passando, alguns de forma lenta, outros bem rápido, mas estão passando. Quando o meu noivo foi pra outro estado, achei que fosse demorar uma eternidade, mas não é que tem passado? Fico feliz ao ver essa etapa indo embora e dando início à outra. Estou cheia de widgets de contagem regressiva na tela do celular, culpo quem? A ansiedade! Haha, bendita que se manifesta na espera, na vontade, na saudade. Mas estou confiante. Mal vejo a hora de pôr me vestido branco e ir ao encontro do mais lindo militar que o mundo já viu. Depois viajar com ele na nossa lua de mel e, por fim, arrumarmos nossa casa e vivermos lá até a próxima transferência...
Hoje me peguei pensando nessa tal de transferência, como seria minha reação e coisas do tipo. No grupo onde reúno as namoradas de militares da EEAr, já vivenciei um pouco disso...e elas costumam chorar um bocado antes, um bocado durante, um bocado depois. Será que eu também vou chorar? Ou será que vou ficar firme sabendo que, onde quer que ele vá, eu irei também e juntos seremos muito felizes? É difícil me imaginar longe daqui, do RJ, da minha família, do meu convívio, porém estou disposta a abrir mão do que é comum e agradável para mim. Quero o desconhecido ao lado de quem Deus me deu. Será uma honra desbravar este Brasil. E que Deus nos ajude.

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